Montadora indenizará trabalhadora por assédio sexual e moral

A autora após reportar condutas inconvenientes de seus superiores passou a ser perseguida e sofreu a abertura de um procedimento disciplinar. Durante sua gravidez foi impedida de trabalhar por estar trajando um vestido e na fase de amamentação andava cerca de 12 minutos, sem poder utilizar um veículo da empresa para extração do leite materno.

 

Para a desembargadora Luciane Storel, da 7ª Câmara do TRT da 15ª Região, o vestido da autora não tem nada de inadequado para o ambiente de trabalho, já que outras empregadas podiam trabalhar de saias e vestidos. O fato de se deslocar a pé pela empresa foi confirmado por uma testemunha e o veículo somente foi disponibilizado, após a autora ameaçar formalizar uma reclamação.

 

Sobre o procedimento disciplinar aberto contra a autora a magistrada explica “a abertura de procedimento disciplinar em face de quem denuncia a conduta irregular de seus superiores é fato bastante grave. É conduta destinada a intimidar a empregada e fazê-la sentir-se diminuída e desamparada perante a corporação, com evidente quebra da dignidade e violação à sua honra subjetiva”.

 

Por isso, a montadora deverá indenizar a empregada em R$ 80 mil, por assédio sexual e moral no ambiente de trabalho.

 

Processo: 0010073-35.2020.5.15.0051

 

Fonte: Migalhas

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