Enfermeira é proibida de morar com o filho durante a pandemia em Mato Grosso

Autor: Daniel Porto de Assis

A mãe está separada do pai da criança há dois anos e a criança morava com a mãe em Mato Grosso, após um acordo realizado na Justiça. Só que com a pandemia optaram pela criança morar com o pai no Paraná para salvaguardar sua saúde.

Alegando que a criança já está adaptada a nova rotina e o interesse em morar com o pai, que é DJ e técnico em enfermagem, este entrou com pedido de modificação da guarda, já que só ficava com o filho no período de férias.

O juízo de 1ª instância, há duas semanas concedeu uma tutela de urgência para o pai, sem ouvir a mãe, em que alega: Está configurado o perigo de dano, sobretudo diante da profissão exercida pela mãe, enfermeira, e pelo fato de a pandemia da Covid-19 ainda não estar controlada em nenhum estado da federação”, decisão esta que ainda é provisória.

A mãe argumenta que não trabalha mais na linha de frente ao combate do coronavírus desde setembro, realizando agora trabalhos administrativos e homecare.

“São quase 9 meses sem poder ver, sem poder abraçar. No começo eu não tinha impedimento de falar com ele por vídeo, por telefone. Mas começou a chegar a um momento que ou ele não estava, ou ele está ocupado, ou ele está brincando”, indaga a mãe. E completa: “Mesmo que eu estivesse trabalhando ainda na linha de frente, existem cuidados e existem protocolos de prevenção. Eu jamais vou querer o mal para o meu filho. Claro que eu vou me prevenir”.

O pai afirmou em nota que as “alegações da mãe” que está impedida de ver o filho presencialmente ou de forma virtual não são verdadeiras, e que este processo está acima do trabalho da mãe na pandemia, pois está em discussão “a preservação dos direitos fundamentais da criança, como direito à vida e à saúde.”

O Conselho Federal de Enfermagem – COFEN em pronunciamento alegou que a decisão judicial representa uma violação humanitária contra a enfermeira e seu filho.

Fonte: Direito News

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